Antônio

Eu me chamo Antônio. Não, não é como você deve estar pensando, aquele Antônio das frases em guardanapos de papel, embora minhas emoções estejam tão parecidas quanto aquilo. Antônio é uma homenagem ao meu avô, que sempre quis dar esse nome para um dos filhos, mas que, para sua tristeza, teve apenas filhas. Talvez também … Continue lendo Antônio

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Histórias Fortuitas: A rede

Espichando a cabeça para fora da rede, Danilo olha para a penumbra dentro de casa, procurando por seu primo: ― Vem deitar comigo, Gabe! ― Deixe disso, Danilo, sabes que não cabemos nós dois dentro dessa rede e, ainda por cima, tá calor! – Responde o moço, com visível vontade em sua voz. ― Ora, … Continue lendo Histórias Fortuitas: A rede

Suspiro

  Eu posso ser frio, mas chego com aquele cheiro no seu cangote que te arrepia dos pés à cabeça, e você se contorce toda, esperando por mais, se abraçando e tremendo intensamente de prazer. Ao contrário, quando eu sou quente, deixo-te ofegante, imaginando os mais elísios campos para colher as mais deliciosas aventuras. E no … Continue lendo Suspiro

Cartas para quem?

Curitiba, 28 de janeiro de 1976 Olá, meu amor, As coisas por aqui estão normais, por enquanto. Estou a escrever de forma manuscrita, pois minha máquina de datilografar quebrou há dois dias e eu tive que a mandar para o conserto. Deve ficar pronta em alguns dias, mas o moço que me atendeu disse que … Continue lendo Cartas para quem?

Histórias fortuitas: Teresa e Helena

Teresa acordou naquela manhã de terça-feira com um bom-humor inexplicável. Intuitivamente, sabia que algo bom aconteceria naquele dia. Levantou cantarolando Caetano - seu ídolo de longa data – e dirigiu-se ao banheiro, ainda sonolenta. Mal sabia ela que sua vida estava para mudar completamente.